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Edição 13

 

Vidro blindado protege em casa e no trabalho

A procura pela blindagem de veículos automotivos disparou – de 388 automóveis blindados em 1995 para mais de 6.000 em 2006. E, no primeiro semestre de 2007, a produção superou os 3.500 automóveis, segundo dados de pesquisa realizada pela Abrablin. A demanda é provocada, principalmente, pela onda de violência que assola o país.

Depois dos automóveis, a necessidade de segurança chegou aos imóveis. Para atender à preocupação crescente dos clientes, os arquitetos passaram a planejar construções mais seguras para residências, escritórios e áreas livres de edifícios e casas. O prédio blindado com o seu famoso “quarto do pânico” deixou de ser uma obra de ficção de Hollywood para, discretamente, chegar à realidade urbana brasileira. O vidro blindado está presente nessa arquitetura da segurança como uma das principais proteções domésticas e corporativas contra a ação cada vez mais ousada e violenta dos criminosos. A tendência é estender ao imóvel o que começou com um bem móvel, em uma verdadeira blindagem do estilo de vida.

Para aumentar a presença neste mercado, as fábricas de vidros blindados precisam desenvolver novos canais de distribuição. A ação mercadológica deve atingir arquitetos e empresas especializadas em execução de projetos completos de segurança patrimonial. São empreiteiras de alta tecnologia, encarregadas da montagem de vidros blindados em caixilhos especiais; construção ou reforma de paredes blindadas; substituição dos vidros e portas de banheiros, suítes, dormitórios e closets; quartos especiais de pânico; escritórios blindados; fachadas envidraçadas de prédios e residências; portarias de edifícios; e guaritas de vigilantes.

Os caixas blindados de atendimento público estarão próximos da população em geral. O Metrô de São Paulo já possui bilheterias blindadas em diversas estações. O caixa blindado foi o último recurso das autoridades de transporte contra o aumento dos assaltos armados no Metrô, que colocam funcionários e passageiros em risco.

 

Segurança Privada e a Arquitetura – Como fazer esta interface?

Um dos grandes desafios da segurança privada é implantar um sistema de segurança em um empreendimento já lançado, pois ocorrerá, muito provavelmente, o choque entre a visão de segurança e a estética. Este choque ocorre em virtude da segurança não ter sido levada em conta no momento da concepção do projeto arquitetônico.
A preocupação com a segurança, na fase de projeto, minimizará a probabilidade do empreendimento ter sua estética ferida, pois os subsistemas de segurança serão considerados no momento de concepção. Estes subsistemas serão concebidos a partir de um diagnóstico e este levará em conta uma série de variáveis internas e externas. Este estudo criterioso não apenas irá interferir na citada probabilidade, mas também, contribuirá para a redução dos riscos e minimização das perdas tanto na fase de projeto como na fase de construção. Os projetos que levarem em conta o prisma da segurança empresarial serão além de bem elaborados e esteticamente atraentes, capazes de despertar nos consumidores finais uma sensação de segurança e de facilitar a operacionalização do sistema de segurança, principalmente dos subsistemas de controle de acesso, cftv e alarme.
A infra-estrutura necessária para a instalação destes subsistemas eletrônicos já fará parte do projeto arquitetônico, devendo inclusive prever futuras alterações. Este estudo deve ser obrigatoriamente desenvolvido por um profissional especializado na área de segurança privada.
É plenamente compreensível que os arquitetos e os próprios condôminos não queiram que o seu empreendimento tenha sua estética ferida para que um sistema de segurança seja implementado ou modificado. Não podemos negar que algumas vezes para se alcançar a minimização dos riscos se faz necessário alterar a estética do empreendimento. É neste momento que fica claro a falta de cultura de segurança no nosso país, pois a estética, muitas vezes, irá prevalecer.
A falta de preocupação com a segurança, como colocado anteriormente, é uma questão cultural. E como trata-se de um aspecto cultural, demanda tempo e muita vontade para que esta realidade seja alterada. Um dos fomentadores de mudança é o surgimento de uma crise, e este momento de crise já existe nas grandes capitais do nosso país. Realidade que talvez não salte aos olhos dos arquitetos por não conviverem com o binômio criminalidade X segurança.
Os arquitetos devem estar atentos quanto ao alto nível de criminalidade e a ineficiência e ineficácia do sistema público de segurança, pois estes dois fatores têm levado os cidadãos a buscarem condomínios que lhes proporcionem o mínimo de segurança e de sensação de segurança.
Apesar de a história mostrar que a segurança sempre foi uma preocupação do ser humano, percebemos que durante muitos anos este tema foi negligenciado, mas atualmente é inaceitável não dar prioridade a este tema.
Não podemos deixar de levar em conta que o empreendimento que possuir um sistema de segurança eficiente, eficaz e efetivo irá afastar os criminosos, pois é sabido que os agentes do crime têm como um dos parâmetros de avaliação o nível de resistência que irão ter à prática criminosa.
Finalizamos afirmando que a preocupação com a segurança dará aos arquitetos um diferencial competitivo, pois ter um sistema de segurança eficiente, eficaz e efetivo além de ser fundamental nos dias atuais é sem dúvida alguma uma ferramenta de incremento das vendas.

por Nino Ricardo Meireles

 

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