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Edição 14

 

AS NORMAS BALÍSTICAS E A REALIDADE DO MERCADO

Normalmente, quando uma lei é criada ela já chega tarde. E tanto mais tarde ela virá até nós quanto mais complicados forem os trâmites jurídicos de um determinado País. E isso pela simples razão de que um a lei busca disciplinar e normatizar algo que já vinha ocorrendo na sociedade a algum tempo e que necessitava de ser regulamentada.

Existem vários exemplos disso como as leis trabalhistas no passado, as leis de trânsito em tempos mais recentes e a própria Lei do Divórcio tão polemizada, mas que em síntese, todos eles, quando a lei mudou, hà muito que a sociedade já se comportava buscando essa nova lei. Na área de blindagem balística ocorre o mesmo: Muitos países, dentre eles, alguns tidos como de primeiro mundo, possuíam ou possuem, normas balísticas  que na prática, ou seja, nas ruas, as munições e os tipos de ameaça apresentados, diferem bastante daquelas impressas nos documentos oficiais.

Está claro também que para um órgão oficial, torna-se extremamente difícil acompanhar a realidade que ocorre fora dos gabinetes, principalmente em nossos dias, com a globalização, a abertura de fronteiras e a internacionalização da bandidagem. Ainda mais levando-se em conta que qualquer órgão oficial não pode intempestivamente publicar o primeiro indício que aparece ou a primeira informação que lhe chega: Deve sim, analisar todas as evidências, ponderar, e após todo um processo sistêmico, publicar aquilo que será a norma a ser seguida. Neste ponto, porém, o Brasil deu um passo muito importante nessa área com a publicação da norma ABNT NBR 15000 que pôde fugir da tendência natural dos países líderes em publicarem normas tendendo somente à sua realidade local.

A norma brasileira engloba com um bom nível de profissionalismo outros tipos de ameaças, com a adoção de níveis alternativos de proteção como o 5,56 x 45 (M193) e o 7,62 x 51 AP (perfurante) o que possibilita inclusive, uma alternativa a mais para o usuário de blindagens.

Com isso, evitamos também que por falta de uma regulamentação, existam brechas na legislação para que empresas ofereçam produtos que não atendam as necessidades de mercado. Em outras palavras, para uma empresa séria, torna-se muito mais fácil operar com a tranqüilidade de quem está seguindo as regras do País e assim poder cuidar melhor daquilo que é o seu negócio: Sua administração, a melhoria de sua produtividade, seu custo/benefício e com isto, certamente estará também contribuindo para a redução do chamado “Custo Brasil”. 

Claro que na outra ponta da linha existe o consumidor final,  que se por um problema cultural, ainda pensar em “tirar vantagem de tudo”,  não poderá contribuir com esse processo de melhoria das normas e do produto, mas que sem dúvida, estará mais à frente, pagando por essa negligência, e o que é pior, às vezes pagando de forma muito cara, ainda mais tratando-se do aspecto da segurança de vidas humanas. 

Estes consumidores que buscam resultados em curtíssimo prazo como, por exemplo, pagando o menor preço por uma blindagem, logo na revenda já se darão conta do engano que cometeram, pois em nossos dias, o mercado de usados já possui um conhecimento bastante razoável das empresas sérias que executam esse tipo de trabalho e conseqüentemente, sabem qual o veículo que não trará problemas àquele seu cliente que busca um blindado usado. 

Não podemos nos esquecer também que o mercado de blindagens balísticas já provou que está em constante mutação e neste sentido torna-se necessária que a norma ABNT NBR 15000 do ano de 2005 não estacione nesta versão. A boa notícia é que assim como em outros países que já possuem uma experiência mais antiga que a nossa na área de blindagem automotiva, aos poucos, os conceitos de qualidade e responsabilidade prevalecem  sobre o lucro fácil e  as promessas de soluções milagrosas.

por André Bertin

 

Setor de segurança eletrônica prevê novo crescimento em 2008

Após encerrar um ano de ótimo desempenho no fechamento de negócios, o setor de sistemas eletrônicos de segurança estima para 2008 crescimento semelhante ao registrado no ano anterior. Em 2007, a expansão chegou a 15%, com movimentação financeira da ordem de US$ 1,2 bilhão, segundo estimativa da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), principal entidade nacional de representação das organizações do setor.

De acordo com Oswaldo Oggiam, diretor de comunicação da ABESE, o ambiente econômico favoreceu uma melhora em todos os segmentos da indústria eletrônica, inclusive o de equipamentos eletrônicos para segurança. Alguns fatores contribuíram decisivamente, a estabilização do dólar frente ao real, que favoreceu as importações de materiais e componentes eletrônicos e ainda contribuiu diretamente para baratear os equipamentos de prevenção de monitoramento de imóveis.

“Além de pessoas físicas interessadas em proteger seu patrimônio e residências, o setor público também foi outro grande cliente das empresas de segurança eletrônica em 2007. Com intuito de coibir as ações criminosas e amparar o trabalho do efetivo das autoridades de segurança, a prefeitura de São Paulo e o Distrito Federal, por exemplo, criaram programas para equipar escolas públicas com câmeras de segurança. Além disso, grandes centros implantaram tecnologias de vigilância para monitorar ruas de grande circulação de pessoas e o trânsito das grandes cidades”, diz Oggiam.

Segundo Selma Migliori, presidente da ABESE, o bom desempenho do setor também tem relação direta com a escassez de investimentos em segurança pública. “Infelizmente a violência ainda é um dos grandes impulsionadores deste mercado. Contudo, cada vez mais a segurança eletrônica se releva útil no combate e prevenção ao crime”, afirma, lembrando o case do Estado do Rio de Janeiro que conseguiu reduzir os índices de violência durante os Jogos Panamericanos com tecnologias de proteção eletrônica.

 

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