Capas / Parceiros / Contato  
 



Edição 18

 

Tudo o que você queria saber sobre blindagem

Todos os meses, diversos e-mails com perguntas sobre blindagem de veículos chegam à nossa redação. Para respondê-las, fizemos uma entrevista com o presidente da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), Christian Conde. As respostas trazem um raio-X bastante detalhado do segmento.

1) Quantos carros foram blindados nos últimos 10 anos?

A produção das empresas associadas, em relação ao total da produção nacional, varia de acordo com o ano. Em 1995, por exemplo, praticamente 100% dos veículos blindados produzidos no Brasil saíam de blindadoras associadas à Abrablin. Em 2006, a relação era de 60% para 40%. No primeiro semestre de 2007, a produção das associadas voltou a subir e a relação ficou em 70% para 30%. Essas porcentagens foram arredondadas por proximidade e em anos anteriores à fundação da Abrablin (maio de 2001) são incertas, o que impede o cálculo exato. Mas, as estimativas apontam que a produção nos últimos 10 anos é de 40.000 automóveis blindados.

2) Quantos carros blindados circulam hoje no Brasil?
A informação é incerta, pois somente há pouco tempo os proprietários de veículos blindados passaram a ser obrigados a informar ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) que seus veículos são blindados. Mas, considerando a produção anual de veículos blindados nos últimos 10 anos e o índice médio daqueles que deixam de circular, a estimativa é de que circulem, aproximadamente, 45 mil veículos blindados no país.

Leia mais na revista .....

 

 

Abordagem que preserva vidas

Armas não-letais cada vez mais sofisticadas garantem abordagem segura e sem danos físicos

Por Luiz Gustavo Pacete

Na era medieval, para se proteger, o homem utilizava instrumentos de defesa robustos e que tinham como matéria prima ferro, rochas, couro e outros materiais pesados. Catapultas, lanças, flechas, machados, chicotes, adagas, ganchos, atiradeiras e porretes. Armas que dificilmente davam chance de defesa aos inimigos. Os tempos mudaram e as formas de proteção também, o afastamento de inimigos deixou de ser protagonizado pela força e passou a ser visto como questão estratégica. Armas foram criadas a fim de serem utilizadas com inteligência e estão cada vez mais sofisticadas. Entre elas incluem-se as não-letais
 
Armas não-letais são aquelas que não apresentam risco algum à integridade física dos abordados, muito utilizadas em casos onde o objetivo não é ferir o indivíduo, mas afastá-lo ou imobilizá-lo. Entretanto, elas devem ser manuseadas com inteligência e treinamento específico. São inúmeros os modelos de armas não-letais: granadas de impacto que emitem fumaça e gases, os kits que incluem desde aparelhos de choque até imobilizadores manuais, além de cortinas de fumaça. As opções são inúmeras, mas quando utilizadas por pessoas sem preparo ou confeccionadas com material de má qualidade representam grande ameaça e causam efeito reverso do qual foram criadas.

As balas de borracha, por exemplo, ferem e podem levar a casos graves, dependendo da região corporal que atingem, causando até cegueira. Além de outras que deixam marcas no corpo do abordado. Com o objetivo de eliminar esses danos e diminuir os riscos à vida humana, a tecnologia tem dado contribuição relevante para os produtores e utilizadores desses equipamentos. Um exemplo recente é a utilização em larga escala da Taser (Thomas A. Swift's Electric Rifle), nos Estados Unidos, desde o ano de 2000. O princípio básico desta nova arma não-letal é não causar dano algum aos abordados. Ela é utilizada pela polícia estadunidense e tem mostrado resultados significantes como criminosos presos e a diminuição de indenizações pagas pelo governo a pessoas que sofreram danos, com abordagens que se utilizavam de armas de fogo.

A Taser funciona por ondas eletromagnéticas que imobilizam a pessoa enquanto é realizada a abordagem. Foram desenvolvidos dois modelos, a de contato, que deve ser enconstada no corpo da vítima e a que funciona através do sistema IEM (Interrupção Elétrica Intra-muscular), essa, possui dois eletrodos ligados a 2 fios de cobre que medem entre 4 e 8 metros. No momento do disparo, ela lança os eletrodos em direção ao corpo, que ao atingi-lo e despeja uma descarga elétrica de 50 mil volts e de apenas 0,0036 amperes, o que não causa danos às vítimas. Após receber a descarga, a pessoa abordada fica imobilizada por 5 segundos. Além disso, a arma possui mira laser que diminui a margem de erro no lançamento dos eletrodos e um armazenador de dados que registra as informações sobre os últimos 586 disparos.

Em seu país de origem, a Taser é utilizada em perseguições policiais, situações de conflitos urbanos, seqüestros com reféns, suspeitos violentos e transferência de detentos. Ela também é utilizada por pilotos da companhia United Airlines, que adquiriu 1.300 unidades e treinou seus profissionais para utilizá-las. A arma já está presente em 45 países, inclusive no Brasil. Aqui ela já é utilizada por guardas municipais de Botucatu, Araçariguama e Rio Claro em São Paulo e em São José dos Pinhais no Paraná. O Mato Grosso foi o primeiro estado a ter a polícia utilizando a arma, eles foram treinados por integrantes da polícia de Orlando, na Flórida.

Assim que a arma chegou ao Brasil, o Exército a classificou como de uso restrito das polícias e guardas municipais. Recentemente ela foi liberada para utilização das empresas de Segurança Privada. A primeira a obter a certificação emitida pela Polícia Federal e contar com profissionais treinados para utilização da arma foi a Gocil Segurança e Serviços, que atua a mais de 23 anos e está presente nas regiões sul e sudeste. No Brasil a Taser é comercializada pela empresa gaúcha Seguritec. O lançamento da utilização da Taser pela Gocil foi feito em Curitiba no último dia 27 de junho. Ocorreu no Hotel Bourbon e reuniu inúmeros profissionais da área de segurança. Além do lançamento, o evento levou aos convidados as novidades tecnológicas na área de segurança eletrônica e possibilitou que os convidados pudessem interagir com centrais de monitoramento em Curitiba e São Paulo.

O espaço para utilização desta arma no Brasil é promissor, empresas de segurança pública e privada que já utilizam, companhias aéreas e inúmeras outras empresas que possam adequar a Taser a suas atividades. A grande questão é o preparo dos profissionais para utilizá-la e seu uso consciente.



Quem somosPublicaçõesAnuncieLinksContato

2008 Copyright by Blindar do Brasil
Todos os direitos reservados

Contato webmaster:
rodrigo@blindardobrasil.com.br