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Edição 20

 

Nos tempos da vigilância moderna

A segurança eletrônica está cada vez mais presente no dia a dia do cidadão

Por Luiz Gustavo Pacete

Em tempos de violência a população deixou de confiar na segurança pública. O fato de todo o cidadão ter direito à segurança, de acordo com a Constituição, não garante que isso ocorra na prática, o que faz com que muitos busquem novas alternativas para proteger-se. Uma delas é a segurança eletrônica, algo que não é tão recente, mas que se popularizou e passou a fazer parte do dia a dia das pessoas. Inicialmente foram as empresas que passaram a cuidar de sua própria segurança, instalando sistemas de alarme. Posteriormente chegaram as câmeras, os bancos foram um dos primeiros a possuir esse tipo de sistema e posteriormente indústrias, lojas, residências e vias publicas.

Com o aumento das instalações o mercado de segurança eletrônica é um dos que mais crescem no Brasil, de acordo com a ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Segurança Eletrônica) em 2006 o faturamento do mercado de segurança eletrônica chegou a R$2 bilhões, em 2007 o percentual de crescimento foi de 15% comparado à receita do ano anterior. Os dados também comprovam a eficiência dos sistemas, a cada 100 tentativas de roubos em estabelecimentos com alarmes, 94% fracassaram e a quantidade de bens roubados em estabelecimentos sem alarme é 10 vezes maior que nos que possuem alarmes. No Brasil mais de três milhões de imóveis comerciais e residências contam com sistemas básicos de segurança eletrônica, um número baixo comparado aos 49,1 milhões de estabelecimentos contabilizados pelo IBGE.

De acordo com o consultor em segurança Marcy José dos Campos Verdes, o crescimento deste mercado ocorre devido aos índices de violência atuais: "as pessoas estão buscando novas soluções de segurança”, afirma Marcy. Para o especialista a possibilidade que o monitoramento dá as pessoas de permitir um acompanhamento e o acionamento de uma pronta resposta torna o sistema mais prático e econômico o que favorece também o futuro da vigilância, "O aumento das vendas gera uma oferta maior e os preços vão abaixar. Por exemplo, em vários empreendimentos pequenos, como padarias, você já vê sistemas de alarmes e CFTV (Circuito Fechado de Televisão), uma tendência”, afirma.

Martinho Paiva Moreira, vice-presidente da APAS (Associação Paulista de Supermercados) afirma que os supermercados e grandes redes têm aumentado o investimento em segurança, atualmente cerca de 80% das empresas filiadas da APAS possuem sistemas de câmeras. “O consumidor já está tão habituado que muitas vezes não nota a presença das câmeras, ter um sistema de segurança instalado representa um item básico da estrutura de qualquer estabelecimento”. De acordo com o especialista os sistemas de segurança chegam a reduzir em 20% as perdas de mercadorias, sejam relacionadas a extravio ou a furtos.

Além do monitoramento utilizado nas residências as prefeituras também passaram a investir na segurança municipal, recentemente inúmeros municípios instalaram sistemas de monitoramento urbano. Salvador instalou  110 câmeras e teve o índice de ocorrências reduzido no carnaval. A cidade de Santos implantou um sistema chamado de SIM (Sistema Informatizado de Monitoramento). Em Guarulhos, na grande São Paulo, a verba liberada foi de um milhão para instalação de câmeras nas regiões centrais. Em Cuiabá, no Mato Grosso, a Secretária Estadual de Justiça e Segurança Pública planeja a instalação de novas câmeras. Outras cidades como Paulínia, Aracaju, Curitiba e Vitória vão expandir os sistemas que já possuem devido à eficiência comprovada. A presença de câmeras nos municípios não só ajuda no registro de ocorrências como possibilita a policia e à guarda municipal um maior controle no registro de ocorrências.

Na Europa esta tendência de monitoramento urbano já ocorre há mais tempo. Os franceses possuem cerca de um milhão de câmeras, deste número 300 mil estão em Paris. Na Inglaterra são 4,2 milhões, em Londres chegam a 65 mil instaladas em ruas, auto-estradas, trens, metros, ônibus, estádios e shoppings. Diferente do Brasil as câmeras de lá são utilizadas também para combater o terrorismo, muitas vezes uma bolsa deixada em algum lugar ou aglomerações e situações suspeitas podem significar uma ameaça.

 

Blindagem arquitetônica exige mão-de-obra qualificada e materiais controlados pelo Exército, alerta a Abrablin

 

Na busca de mais proteção contra a crescente violência urbana, muitos moradores do Rio de Janeiro e de outras capitais “blindam” suas residências, reforçando as paredes com mais cimento e as janelas com películas. Tal prática, porém, apenas dá a falsa sensação de segurança, já que o simples reforço não possui resistência balística e, portanto, não garante abrigo aos residentes em caso de ataque com arma de fogo. O alerta é da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin).

“A blindagem arquitetônica é um processo bem mais complexo do que simplesmente um reforço de concreto nas paredes ou de colocação de produtos nos vidros. Exige pessoal extremamente qualificado e uso de material controlado, testado e aprovado pelo Exército Brasileiro”, afirma o presidente Abrablin, Christian Conde. “Os produtos são testados para que sua resistência a impacto de projéteis de armas de fogo de diversos calibres sejam seguramente comprovados”, diz.

A entidade alerta ainda para a oferta de algumas empresas de executar a blindagem em apenas algumas partes isoladas. “Não existe blindagem parcial. O serviço deve ser executado não só na parte transparente (vidros), mas em toda a parte opaca, para que os moradores, aí sim, estejam integralmente protegidos”, explica o executivo da Abrablin.

Antes de definir quem executará o serviço de blindagem, a Abrablin sugere que você avalie a empresa contatada. Veja se ela possui Certificado de Registro (CR) junto ao Exército – sem esse documento, ela está funcionando irregularmente –, além do Título de Registro (TR) e o Relatório Técnico Experimental (ReTEx) do fabricante dos materiais a serem instalados, emitidos também pelas Forças Armadas (Exército), dizendo se estes produtos testados foram ou não aprovados. A escolha de uma empresa séria e com know-how para esse tipo de serviço, diz Conde, “é o que vai dar a garantia de tranqüilidade e segurança para a família”.



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